terça-feira, novembro 24, 2009

ENEM E A MEDIÇÃO DO DESEMPENHO DOS PARTICIPANTES - O USO DA TRI

Comentários Moisés Basílio: 
A edição do ENEM de 2009 introduz uma grande mudança que é a medição do desempenho dos alunos utilizando o modelo denominado Teoria da Resposta ao Item - TRI. Já comentei com meus alunos do Educafro essa mudança, que o bom e didático artigo a seguir nos ajudará a compreender melhor. Axé!



Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo - caderno Estadão.educ - 24/11/2009
Matemática pura: calcule usando TRI

O '181º teste do Enem talvez seja o mais difícil de todos: entender a forma de cálculo da nota

Elida Oliveira - Especial para o Estadão.edu


SÃO PAULO - Nos dias 5 e 6 de dezembro, 4,1 milhões de estudantes vão prestar o novo Enem. Vamos supor que entre eles estarão Joana e Maria, ambas de 17 anos. Joana acerta 100 das 180 questões do exame e ganha a pontuação x. Maria também acerta 100 questões, mas sua pontuação é x menos 1. Joana vai entrar na universidade. Maria, não. Pode parecer estranho, mas haverá milhares de casos assim.



A explicação para isso está na Teoria da Resposta ao Item, a TRI, conjunto de modelos matemáticos na qual o Enem se baseia. Com a TRI, a nota de cada aluno será diferente, mesmo com um número de acertos idêntico.



“Teremos uma quantidade enorme de combinações possíveis para 100 acertos em 180 questões. Cada aluno terá um traço latente diferente”, diz Dalton Francisco Andrade, doutor em Bioestatística pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Traço latente?

Andrade explica: o traço representa o nível de conhecimento do aluno, a chamada proficiência adquirida. Tudo muito complicado, mas o tal traço fará diferença para Joana e Maria. O desempenho delas foi diferente porque Maria acertou questões incompatíveis com seu perfil de habilidades – na base do chute.

“Há um mito de que questões difíceis valem mais. Mas tudo depende da questão e do traço latente do aluno”, diz Mário Baldochi, diretor do cursinho COC Ribeirão Preto. “Fácil” e “difícil”, nesse caso, não são conceitos teóricos: todas as questões do Enem já foram testadas com grupos de alunos para se determinar seu grau de dificuldade.

Por isso, se o candidato acertar questões fáceis e difíceis no Enem, palmas para ele. Mas quem acertar só fáceis terá vantagem sobre quem acertar só difíceis. Faz sentido: como alguém domina temas complicados se erra os simples?

Na prática, os candidatos devem ter muita atenção em cada teste. Errar questões fáceis terá peso maior que numa prova convencional. “Quanto maior o número total de acertos, maior a nota em cada questão”, diz Tadeu Terra, diretor corporativo da Editora COC. Ou seja, pura matemática.

Enem em foco

Professores que coordenaram simulados dão dicas sobre como administrar o tempo e a melhor estratégia para fazer o exame

OLHO NO RELÓGIO

Prova 1 - 4h30
90 questões - 2,3 minutos/cada

A cada hora de prova, o aluno precisa manter o ritmo e resolver 22 ou 23 questões. Não deve esquecer o tempo de passar as respostas para o gabarito

Prova 2 - 5h30

Redação - 1 hora
A recomendação é dar uma lida na redação, esboçar o texto e partir para questões objetivas. Só depois disso o candidato deve passar a redação a limpo e as questões para o gabarito

Um comentário:

junior disse...

Seria Gasto 2,3 minutos se as questoes não tivesse textos que junto com as alternativas que tambem tem texto consome quase 2 mim ... e eu não somos nenhuma maquina para ler isso tudo em dos minutos e responder em 3segundos.. as perguntas estavam extensa...e o tempo curto de mais... fui bem graças a deus .. mas isso é uma "sacanagem" para as pessoas que estudam o ano todo e quando chega na hora para fazer a prova tem que "chutar" porque não deu tempo... fica com uma pressão piscologica pois quanto menor o tempo mas rapido tem que fazer e com isso gera o aumento de adrenalina que causa o desespero do aluno que não consegue dar o melhor desempenho.. se eles querem avaliaçao, não poderia ser assim.. se fosse para ser desse jeito é preferivel o vestibular tradicional...!